24/05/2017 às 13h35min - Atualizada em 24/05/2017 às 13h35min

A tua própria boca te condena!

A frase acima está na Bíblia (Jó 15), mas apesar da milenar sabedoria, a maioria da humanidade não a leva a sério. O Brasil acaba de ver ímpios se condenando pela própria boca, pelas palavras que expõem o pior lado de um ser humano, o lado bandido, desonesto, ganancioso, o lado mau. Claro, que este não é um espaço religioso, mas há que se observar que, de modo geral, os brasileiros, sejam cristãos, ateus, judeus ou de qualquer outro credo, ficaram atônitos diante dos novos fatos. Esperava-se que com a Operação Lava Jato, houvesse quietude dos maus políticos, que cessassem a mendigação por dinheiro, pelo dinheiro alheio. Sim, parecem mendigos afoitos por um “trocado” a mais, ou se assemelham a dependentes químicos em estado de abstinência, incontroláveis por um cifrão a mais e, diga-se de passagem, cifras milionárias. Parece uma espécie de vício o ato de apropriar-se do que é do próximo, afinal alguns roubam por ele e por mais algumas tantas gerações de sua família, acumulando fortuna na terra que a traça e a ferrugem destroem.  Os mais recentes políticos envolvidos nos escândalos da delação da JBS mostram que não têm escrúpulo algum e que, sequer, temem a justiça. Isso é observado no pedido de dinheiro por telefone em plena investigação.

Os incrédulos na justiça da terra, ousaram, abusaram da sorte que apostavam ter e foram pegos na ratoeira da deleção. 
E nos remetendo à parábola do talento, tais políticos multiplicaram seus talentos, assim como os dois servos da história. No entanto, multiplicaram para usar em benefício próprio e jamais devolveriam à fonte que lhe confiou tais talentos.  Agindo assim, multiplicam também o talento para o mal, tornando-se líderes indecorosos, e por que não dizer, belzebus.
Há de se crer que esses últimos episódios tenham sido a gota d´água para por fim a uma sequência, aparentemente ad eternum, de atos de corrupção. Quem sabe seja este o exemplo que faltava para os que ainda, agora em plena investigação, articulavam esquemas milionários na política.  

Sabemos que Patmos, nome da recente operação da Polícia Federal, significa “mortal” e que no tempo do império romano, a ilha de Patmos serviu de lugar de detenção para criminosos de alta periculosidade. Pois bem, que seja essa operação o fim, o apocalipse de tais ímpios, condenados pela própria boca.

 


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