16/09/2015 às 18h21min - Atualizada em 16/09/2015 às 18h21min

A política do “quanto mais, melhor”

É intolerante a forma como centenas (para não falar milhares), de agentes públicos lidam com o dinheiro público. A sensação é de que ao terem acesso aos cofres públicos, eles ficam cegos e imaginam à sua frente um baú cheio de ouro e, tal qual um pirata, se sentem no direito de arrebatar tudo, e se apropriar da fortuna. Diferentemente da ficção, os cofres públicos não são, assim, públicos, como uma praça ou uma avenida. Cada centavo pertence a população. É nessa hora que deveria prevalecer a índole de um agente público, tão escassa no mundo.

Um breve olhar na região bragantina e vemos agentes públicos querendo levar vantagem em várias situações, sempre pautados pelo “Quanto mais, melhor” e olhando apenas para o próprio umbigo. Assim seguem na ilegalidade e na imoralidade. Não raramente, vemos políticos eleitos pelo povo deixando sua cidade de origem para exercerem outras funções em outras cidades (em Prefeituras e Câmaras), ou funcionários públicos acumulando cargos em distintos órgãos públicos. Como reza um ditado popular “Quem rouba um tostão, rouba um milhão”. Se apropriar de dinheiro público é crime, e não importa se é um tostão ou um milhão, pois a atitude tem o mesmo peso.

O mês de setembro nos remete, mais do que nunca, ao patriotismo. Que prevaleça o sentimento de esperança em um Brasil próspero, um Brasil com igualdade social. Que as crianças que hoje cantam o Hino Nacional não se pautem pelos políticos corruptos de hoje, que não se tornem piratas a roubar os cofres públicos.

“Não existe dinheiro público. Existe apenas dinheiro do pagador de impostos”.

                                                                                                                           (Margaret Thatcher)


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