16/12/2015 às 20h18min - Atualizada em 16/12/2015 às 20h18min

Sou anônimo na internet, por isso....

Recentemente ocorreram vários crimes de discriminação por meio da internet, envolvendo pessoas públicas, como o caso da jornalista Maria Júlia Coutinho (Maju), as atrizes Taís Araujo e Sheron Menezes, entre outras pessoas.

Na maioria das vezes, os criminosos cometem esse tipo de crime porque imaginam que é fácil ser anônimo na internet, ou seja, pensam que nunca serão identificados por usarem os perfis “fakes” (falsos).

Na verdade, é possível identificar, sim, esses perfis e o autor dos crimes. Mas não se pode descartar o “crime perfeito”, apesar de a possibilidade ser bem pequena. Para isso é necessário que o “fake” seja um profissional muito bom da área para, então, não deixar nenhum rastro. O que não é uma tarefa fácil.

Falo isso, porque toda informação na internet é transferida através de pacotes que têm uma identificação sobre a origem e destino, ou seja, contém informações que podem identificar o transmissor e o receptor dos dados. Resumidamente, a internet não é esse anonimato que alguns pensam.

É claro que identificar o autor não é o que basta para punir os criminosos. A nossa lei ainda contém brechas e é lenta para penalizar. Nossa lei tem muito a evoluir em relação a crimes eletrônicos, mas quero pensar que pelo menos o ditado popular “tarda, mas não falha”, permaneça e, que crimes como os citados acima, não caiam na impunidade.

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