09/10/2019 às 22h26min - Atualizada em 09/10/2019 às 22h26min

Professora com sarna vai à Upa e é diagnosticada com alergia

Demora no diagnóstico provocou contágio da sarna na família dela

Foto: Leitora JBR


Uma professora de 37 anos, que não quer ter o nome divulgado, levou um susto quando o dermatologista que ela pagou disse que ela estava com sarna. Ela tinha ido duas vezes à UPA da Vila Davi, em Bragança, onde os dois médicos que a atenderam deram como diagnóstico urticária, ou seja, alergia. “Fui em agosto com muita coceira, e o médico disse que era urticária, uma alergia. Eu acreditei”, disse ao contar que tomou injeção e o remédio receitado. Como a suposta alergia não passou, ela voltou à UPA no mês de setembro.  Outro médico a atendeu e confirmou que era urticária e a medicou.  “Mesmo com os medicamentos, a coceira aumentava, então resolvi pagar uma consulta, foi quando o dermatologista disse que era sarna. Levei um susto porque eu já tinha ido duas vezes na UPA e nem cogitaram isso”, disse ao informar que a família dela foi contagiada, já que os médicos da UPA não identificaram que era sarna. “Eu quero alertar as pessoas que assim como eu, possam pegar sarna e também terem o diagnóstico de urticária. Desse jeito podemos ter uma infestação, porque os médicos da UPA que me atenderam não sabem diferenciar urticária de sarna. E nem encaminham para especialista, isso é um absurdo”, desabafou.

A professora está afastada do serviço e contou que um de seus alunos já está com sintomas de sarna. “Se o diagnóstico na UPA tivesse sido correto, isso não aconteceria, porque eu me afastaria antes da sala de aula. Nem minha família teria sido contagiada”, frisou.

O Jornal de Bragança e Região entrou em contato com a secretária de Saúde do Município, Marina de Oliveira, que por WhatsApp atendeu o JBR e pediu os dados da paciente, inclusive o telefone, para colher outras informações, e tomar providências junto aos médicos.
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