11/07/2018 às 12h03min - Atualizada em 11/07/2018 às 12h03min

Cruz Vermelha de Bragança busca apoio para conquistar sede própria

Foto: JBR


Noite fria e lá estão os voluntários da Cruz Vermelha, distribuindo agasalhos, cobertores e sopa quentinha, a moradores em situação de rua de Bragança. Nesta noite, acompanhada pelo JBR, foram entregues 62 refeições, preparadas pelos voluntários que também conseguiram as doações de macarrão, legumes, carne, colheres e embalagens descartáveis. O ônibus para transportar a equipe e os produtos, foi cedido pela Ação Solidária Adventista (ASA). Os voluntários compõem a unidade Cruz Vermelha Brasileira de Bragança, fundada há três anos no município, a partir da vontade de um grupo que compunha a Defesa Civil voluntária.  Depois de análises, veio a autorização para o início das atividades.  “A Cruz Vermelha e a Crescente Vermelha têm como missão atenuar o sofrimento humano, seja no ambiente de guerra, em desastres naturais e, no Brasil atuamos em âmbito mais voltado ao social, geralmente onde o poder público é falho”, disse o coordenador geral de Bragança, Dirceu Gonçalves.

Hoje, a Cruz Vermelha, unidade de Bragança, tem 95 voluntários cadastrados, porém apenas 15 ativos. Ninguém é remunerado para desenvolver e colocar em prática as ações. 

O coordenador geral explicou ainda, que qualquer pessoa pode ser voluntária. “Basta ter vontade para nos ajudar”, disse ao informar que de duas a três vezes ao ano é aberta a inscrição para novos voluntários, divulgada nas redes sociais e na mídia. “Os interessados fazem o curso básico de formação institucional, onde conhecerão o que a instituição faz, sua missão, seus princípios e se alinham a eles. Fazem um curso, o Fique Seguro, que é um módulo de como proceder em situações de risco, além de curso de primeiros socorros”, explicou o coordenador que disse ainda. “Temos instrutores credenciados pela Cruz Vermelha”.

Sede própria

A Cruz Vermelha de Bragança recebe ajuda apenas da Cruz Vermelha de São Paulo para pagar o aluguel do prédio onde fica a sede. Porém, isso vai acabar. “Teremos de caminhar com as próprias pernas e não temos nenhum outro tipo de apoio. Tentamos conversar com alguns políticos para tentarmos apoio na conquista de um prédio em que não precisemos pagar aluguel. Um local onde possamos oferecer cursos e ajudar mais quem realmente precisa”, disse Dirceu, ao considerar que um dos obstáculos na conquista da sede, é a imparcialidade política da instituição que não apoia nenhum partido político, o que, segundo ele, pode dificultar. 

Interessados, podem acessar a página da Cruz Vermelha Brasileira de Bragança, no Facebook.

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