11/11/2020 às 21h26min - Atualizada em 11/11/2020 às 21h26min

Jornal com circulação em Extrema sofre ataques

Liberdade de Imprensa tem garantia na Constituição Federal



Após publicar uma reportagem sobre uma decisão da promotora de Justiça de Extrema, Rogéria Leme, o Jornal de Extrema e seus diretores, passaram a sofrer ataques nas redes sociais, que incluem a montagem de capas falsas e o uso indevido da marca. Segundo o Jornal de Extrema, os ataques anônimos estão partindo do núcleo da equipe de campanha do atual prefeito da cidade, João Batista (DEM). “Nossos jornalistas e advogados chegaram até nomes de pessoas que trabalham na campanha  do prefeito”, disse o diretor do JE, Herik Bernardino, ao explicar o que teria motivado os ataques. “É uma tentativa desesperada de desqualificar a reportagem publicada pelo Jornal de Extrema, que ficou conhecida como o “Caso do Sobrinho”, disse.

Ainda segundo o Jornal de Extrema, os ataques começaram após o Jornal publicar a reportagem intitulada, “Promotora pede condenação do prefeito João Batista (DEM), seu sobrinho, e devolução de mais de 1 Milhão de reais aos cofres públicos”. “A reportagem foi feita, cem por cento, com base no Inquérito Civil Público, e caiu como uma bomba na cidade, o que acabou gerando tais ataques. Mas a reportagem é verídica, tanto que antes de sua publicação, foi enviado à assessoria do prefeito, um e-mail, dando a ele o direito de se manifestar. Mas não houve retorno. Já, o sobrinho, dono da empresa “Gente Resultado”, citado pela promotora, enviou seu posicionamento, que foi publicado na íntegra”, disse Herik Bernardino, ao citar que a Constituição Federal garante, em seu artigo 220,  a liberdade de imprensa e, consequentemente, o direito à informação.

O Caso

A reportagem revelou que a promotora Rogéria Leme, pediu a condenação do atual prefeito de Extrema, João Batista, com base no fato de a Prefeitura de Extrema ter contratado a empresa “Gente Resultado”, que pertence a Ricardo José da Silva, sobrinho do prefeito João Batista. A promotora também pediu a condenação de cinco funcionários públicos municipais.

Segundo a reportagem do Jornal de Extrema, para a promotora, a empresa do sobrinho do prefeito João Batista foi favorecida e, a contratação no valor de mais de 1 Milhão de reais é ilegal. Ainda de acordo com a reportagem do Jornal de Extrema, a promotora, apontou que houve um superfaturamento de mais de 400 mil reais.



 
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