05/07/2017 às 14h55min - Atualizada em 05/07/2017 às 14h55min

Paciente com tumor aguarda conserto de equipamento para ser operado

Foto: JBR


Com diagnóstico de tumor na bexiga, o paciente Paulo Felice Filho, de 68 anos, espera ansioso ser chamado pelo Hospital Universitário São Francisco de Bragança (HUSF), para fazer a cirurgia de retirada do tumor. No entanto, a filha de Paulo, Cibele Bueno, contou que o pai, além de estar há dois meses com o nome na fila de espera, enfrenta agora outro problema que pode demorar ainda mais a realização da cirurgia. “Ele nem tem previsão de ser chamado, porque além de ele ser o quinto na fila, fomos informados no hospital, que as três máquinas que fazem a cirurgia, estão quebradas e que não há previsão de conserto”, disse preocupada. 

Cibele contou que o médico do seu pai acredita que possa ser um tumor maligno, o que só será confirmado com a realização da cirurgia. A família não tem convênio médico e, para ganhar tempo, pagou os exames. “Mas agora os médicos não podem fazer nada, enquanto meu pai não passar por essa cirurgia”, disse a filha ao contar que o pai tem muitas dores, por isso vive a base de morfina. “A gente não entende, como um hospital tão grande como a Universidade está desse jeito”, questionou ao falar que o valor da cirurgia é alto. “Ouvi falar em dez mil reais”, finalizou. 

 Ao Jornal de Bragança e Região, o Hospital Universitário São Francisco, confirmou que o equipamento quebrou. “O equipamento utilizado para a cirurgia da qual o paciente aguarda foi danificado durante o uso e, por este motivo, encaminhado para a devida manutenção. Entretanto, tal serviço é realizado por empresa terceirizada, especializada no conserto e manutenção desta natureza. A previsão para retorno do equipamento é de até 20 dias”, disse Carina Pizetta, da secretaria da diretoria do HUSF, ao acrescentar que o hospital está em frequente contato com a empresa requerendo urgência na realização do serviço, para que seja possível retomar as cirurgias com brevidade. “Informamos, ainda, que desconhecemos a alegação do paciente de que seriam três equipamentos quebrados”.

 

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